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Setenta e duas toneladas de lixo gerado ao dia em Ji-paraná
07/06/2010, em Ji-paraná/RO



Cada jiparanaense gera diariamente, uma média de 700 gramas de lixo, o que dá aproximadamente de 70 a 72 toneladas de lixo coletadas diariamente, segundo dados da Marquise, empresa que coleta o lixo no município. De acordo com o gerente da empresa, Celso Periotto, a média nacional é de um quilo por habitante. “Ji-Paraná está dentro da média da região Norte que é de 700 gramas por pessoa. Mas, a quantidade de lixos coletados sobe principalmente em épocas de poda de árvores e produção de mangas, quando chegamos a coletar 80 toneladas”, disse. Na semana em que se comemorou o Meio Ambiente, um dos assuntos abordados durante a programação do projeto ‘Vidas Melhores Plantando Vidas’, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro), campus de Ji-Paraná, foi sobre a destinação do lixo. A palestra foi ministrada pelo engenheiro florestal do Ibama, Luciano Arruda. Para ele, é preciso conscientizar e orientar a população sobre os problemas gerados pelo lixo sobre os processos de reciclagem, redução e reutilização do lixo. Mas, para isso, é preciso investimentos. “A questão do lixão é um problema social e ambiental, visto na maioria das cidades. No Brasil, 75% do lixo são jogados a céu aberto. Para evitar a contaminação e o desperdício desnecessário de vários materiais recicláveis é necessária a coleta seletiva”, ressaltou o engenheiro. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produz cerca de 250 mil toneladas de lixo por dia, mas recicla apenas 2% do lixo sólido urbano. Em todo o mundo, os Estados Unidos são os maiores produtores de resíduos. Os americanos respondem por 31% do total de lixo do planeta. O Brasil contribui com cerca de 7% do resíduo domiciliar do mundo. Mesmo longe da realidade de que o município possa ter coleta seletiva, os jiparanaenses podem contribuir para o meio ambiente. Conforme Celso Periotto, 25 famílias fazem a separação dos materiais recicláveis no lixão. Para ajudá-las de forma segura, o ideal seria as pessoas adquirirem o hábito de separarem em casa os materiais em diferentes sacolas. Misturar os materiais recicláveis com o lixo prejudica o reaproveitamento. “Além de aproveitar mais os materiais, a atitude evitaria os riscos de exposição dessas pessoas à contaminação do lixo. Essas famílias ficam revirando o lixo assim que o caminhão faz o despejo”, explicou Celso. O manuseio dos resíduos, sem o cuidado devido, pode gerar ferimentos na pele, queimaduras e contaminações sérias, que podem desencadear várias doenças. Uma dica é lavar os materiais recicláveis (plástico, vidro e metal), para facilitar o processo de recolhimento dos catadores.
Autor: Folha de Rondônia
 
 
 
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