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Prisão em Rondônia e Evo de olhos vendados para narcotráfico
07/06/2010, em Porto Velho/RO



Na última sexta-feira o Departamento de Narcóticos (Denarc) prendeu em Porto Velho, dois maranhenses que vieram a Rondônia negociar cocaína comprada na Bolívia para abastecer o tráfico no Nordeste do país. Além dos maranhenses - Anderson Paulo Teixeira Nunes, 32 anos, e Pedro Reis França, 55, - foram presos dois rondonienses: Romildo Mingardo Júnior, vulgo Tatu, 38, e Hermes Guiles Crespo Ribeiro. Este último foi preso em Guajará-Mirim. Os outros três foram detidos em Porto Velho. O bando foi desarticulado na última sexta-feira, na Operação Ouro Branco, quando encerravam uma negociação de 24 quilos de cocaína oxidada (pura). O Denarc usou cerca de 30 policiais na operação, entre delegados e agentes em fase de estágio. O bando era investigado há pelo menos seis meses e a ação do Denarc endossa a acusação do pré-candidato à Presidência da República, José Serra, de que o governo da Bolívia é conivente com o narcotráfico de cocaína para o Brasil. Na última semana, a edição da revista Veja mostrou que o protesto de Serra é baseado na realidade. Segundo a publicação, desde que o atual governo do presidente Evo Morales assumiu, o tráfico de cocaína para o Brasil teve um aumentou de 200% em relação aos números do período anterior a Morales. Diz ainda que a produção de coca e pasta-base da droga cresceu 41% nesse período. A matéria mostra que em Rondônia os números são ainda mais assustadores. O aumento do tráfico entre a fronteira boliviana e a cidade brasileira de Guajará-Mirim chegou a nada menos do que 559%, segundo os dados. O governo da Bolívia contesta os números e diz que não tinha conhecimento do volume de produção e tráfico da cocaína para o Brasil. O governo do presidente Evo Morales garantiu que tomará ações, a partir de agora, para que o problema diminua. O problema da “fronteira livre” com a Bolívia não se estende somente ao tráfico de drogas. É sabido também, que veículos roubados em Rondônia têm como destino o país vizinho, onde são trocados por droga. Isso gera inúmeros transtornos, principalmente em Porto Velho. Um exemplo foi o assassinato de um funcionário público federal, na última semana. Um foragido da Justiça o matou para roubar uma moto. Esse veículo certamente seria vendido na Bolívia.
Autor: Folha de Rondônia
 
 
 
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