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Julgamento de Matança no Urso Branco tem primeiro inocentado
13/05/2010, em Porto Velho/RO



Na segunda sessão de julgamento de detentos acusados de envolvimento na matança de 27 apenados no presídio Urso Branco, em Porto Velho, em janeiro de 2002, jurados inocentam um dos três réus, contrariando o Ministério Público, que está pedindo a condenação dos 16 presos que serão levados a Júri Popular em seis sessões de julgamento. Cícero Santana da Silva, o Cirção, foi quem escapou da condenação. Os outros dois presidiários não escaparam da “canetada” do juiz. Assis Santana da Frota e Alexandre Farias (Carioca ou Roni Cabeludo) pegaram 432 anos de condenação, cada um. Além da pena neste julgamento, Assis está condenado a mais de 14 anos por roubos, furtos, porte de arma e extorsão. Carioca, ex-integrante do Comando Vermelho, tem pena superior a 159 anos, por latrocínio e mais de uma dezena de roubos qualificados. Somadas as penas de Carioca, ele tem quase 600 anos de prisão. O julgamento deles começou às 8 horas da última segunda-feira e foi encerrado às 22 horas de terça-feira. Durante os debates, o representante do Ministério Público frisou partes dos depoimentos de outros integrantes do chamado “Seguro”, que abrigava em celas separadas presos que corriam risco de morrer se estivessem junto dos outros, nos pavilhões. Segundo o depoimento do preso que sobreviveu, era feito um “julgamento” feito pelos assassinos. Quem era considerado “culpado” estava sentenciado à morte pelos outros presos. 1ª Sessão Na primeira sessão de julgamento sentaram no banco de réus Michel Alves das Chagas (Chimalé) e Anselmo Garcia de Almeida (Fininho ou Jornal). O primeiro, após a condenação em todas as acusações de assassinato das 27 pessoas mortas no presídio em 2002, teve a pena-base definida em 18 anos, que, multiplicados pelo número de vítimas, resultou na condenação definitiva de 486 anos de prisão em regime fechado. Já Fininho, teve a pena base dosada em 16 anos e seis meses de reclusão, num total de 445 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Da decisão cabe recurso, que já foram pedidos pelas defesas. Os acusados não têm direito a aguardar essa decisão em liberdade e foram encaminhados de volta ao presídio assim que foi encerrada a sessão, próximo à meia noite desta quinta-feira, em Porto Velho. O Ministério Público de Rondônia analisa se vai recorrer da decisão do corpo de júri que absolveu o réu Cícero Santana da Silva das 27 mortes ocorridas no presídio Urso Branco. Os Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, responsáveis pela acusação, têm cinco dias para recorrer da decisão, período no qual deverão rever as provas que pesam contra Cícero. Para os membros do MP, a condenação dos demais presos atendeu ao anseio da sociedade.
Autor: Folha de Rondônia
 
 
 
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