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Bombeiros e Semusa se contradizem sobre incêndio
04/03/2010, em



O comandante do Corpo de Bombeiros de Rondônia, coronel Ronaldo Nunes Pereira, confirmou em nota enviada à imprensa que o Almoxarifado Central da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), destruído por um incêndio no último final de semana, foi vistoriado pelos bombeiros, que emitiram um laudo apontando problemas detectados no prédio e nenhuma das recomendações feitas pelos Bombeiros foi adotada. O Diário da Amazônia teve acesso ao laudo no dia 1° de março, e divulgou com exclusividade. Um relatório apresentado por ténicos da Semusa, no entanto, elenca uma série de medidas tomadas pelo órgão para melhorar as condições de segurança do prédio. A Semusa porém não apresentou o Projeto de Proteção e Segurança Contra Incêndio e Pânico junto ao Corpo de Bombeiros. A nota do Corpo de Bombeiros diz ainda o prédio não foi interditado para “não trazer transtornos ao funcionamento da Farmácia Popular, afetando diretamente os usuários daquele órgão público”. O prédio afetado pelo fogo não foi o da farmácia, que deverá ser reaberta ao público a partir desta sexta-feira, de acordo com a Semusa, mas sim o depósito onde funcionava o almoxarifado. Segundo o laudo apresentado pelo Corpo de Bombeiros a instalação de energia elétrica do prédio estava em situação precária, já no relatório constava que as instalações “passaram por uma revisão para evitar a sobrecarga dos circuitos”. Além disso, “o quadro de distribuição de energia estava adequado para suportar a carga dos equipamentos ali existentes”. Embora o laudo sobre as causas do incêndio ainda não tenha sido concluído, uma das prováveis causas apontadas para o sinistro seria um curto circuito. A ocorrência do incêndio foi feita na 3ª Delegacia de Policia na noite do incêndio. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Publico (MP/RO), a Polícia Civil tem um prazo de 30 dias para encaminhar o inquérito ao órgão. Depois disso, poderão ser solicitadas novas diligências para levantar novas informações. Só depois do encaminhamento do inquérito poderá ser avaliado o caso, para que sejam tomadas as devidas providências. Solicitação do laudo Na nota, Nunes enfatizou que a funcionária de prefeitura Noêmia Conceição, da Divisão de Patrimônio Municipal, foi quem fez o pedido de vistoria do prédio. Este laudo, explica o coronel, foi entregue para que a prefeitura tomasse as providências diante das irregularidades encontradas. “Eles foram alertados para a necessidade de fazer as modificações e colocar o prédio em ordem para funcionamento”, explicou. O comandante alerta que, “apesar da vistoria e da orientação dispensada, os problemas detectados não foram resolvidos a tempo. Nunes informou ainda que depois da vistoria o Corpo de Bombeiros fez pelo menos duas visitas para reafirmar as orientações, mas houve alegações burocráticas para cumprir as tarefas preventivas”, segundo a nota. Entre os itens irregulares detectados pelos bombeiros estão: o armazenamento indevido de produtos de diversas categorias num mesmo local, armazenamento de combustível junto a material tóxico, falta de extintores, falta de saídas de emergências, superlotação do deposito, e instalações elétricas em péssimo estado, improvisadas e sobrecarregadas. Relatório Técnico Já o relatório técnico assinado pelo engenheiro civil Eudes Souza Fróes e pelo eletricista Francisco Carlos Evangelista Souza apontam as providências tomadas pela Semusa para melhorar as condições de segurança do prédio, segundo o documento: o portão metálico de entrada foi recuperado inclusive a guia inferior; foi reduzida a quantidade de material no depósito sendo que os medicamentos foram transferidos para outro almoxarifado, a instalação elétrica foi revisada para evitar a sobrecarga dos circuitos; foi executado um novo arranjo físico (disposição) de materiais e equipamentos, separando principalmente os produtos inflamáveis dos materiais tóxicos, eliminando os odores insalubres; foram instalados exaustores eólicos no telhado e janelas nas laterais e o quadro de distribuição de energia estava adequado para suportar a carga dos equipamentos ali existentes.
Autor: Diariodaamazonia
 
 
 
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